=> DICAS

Por que castrar um animal? 

Assunto bastante polêmico, a cirurgia da castração é encarada hoje com sacrifício, dividindo as opiniões dos proprietários dos animais. 

Associada geralmente a um ato de crueldade e mutilação, as cirurgias de de orquiestomia, nos machos, e ovariossalpingohisterectomia, nas fêmeas, em muitos casos se fazem necessárias".

A castração dos machos é recomendada para: 

  • evitar fugas

  • impedir o constrangimento de cães "agarrando" em pernas ou braços de visitas

  • evitar demarcação de território (xixi fora do lugar)

  • acabar com a agressividade motivada por excitação sexual constante

  • evitar tumores testiculares e de próstata

 No caso de fêmeas, é indicado para: 

  • impedir acasalamentos indesejáveis

  • evitar o câncer de mama

  • evitar a piometra (infec* grave no útero), tumores de útero e ovário

  • Por fim, episódios de cio e graviidez psicológica                  

Tanto em macho e fêmeas, a castração impede  também a perpetuação de doenças genéticas,  como a displasia  coxofemural, sarna demodéxica, epilepsia, etc.

Outro fator que deve 'ser levado em conta é o controle populacional, diminuindo assim o número de animais abandonados. 

Os donos precisam vencer o preconceito e pensar na castração como um benefício para seu animal.

 

DOENÇAS MAIS COMUNS EM CÃES E GATOS

  • Raiva

    É uma doença virótica muito perigosa que atinge os animais de sangue quente, incluindo o homem. Alem de poder afetar pássaros e animais de sangue frio. A raiva não tem cura. O vírus ataca o sistema nervoso do animal. Os sintomas são fúria, paralisia, salivação excessiva, olhos fixos. A maneira mais eficiente para evitar a raiva é através da vacinação.

DOENÇAS MAIS COMUNS EM CÃES

  • Parvovirose

    Doença infecciosa provocada por vírus. É contagiosa e ataca principalmente filhotes. Os sintomas são: febre, perda de apetite, vomitos e diarréia sanguinolenta. Sendo uma doença altamente mortal, a melhor maneira de se evitar a doença é através da vacinação.

 

  • Cinomose

    Doença infecciosa provocada por vírus. É contagiosa e afeta o sistema respiratório, digestivo e nervoso. Os sintomas são: febre, pneumonia, diarréia e convulsões. Depois que atinge o sistema nervoso é praticamente irreversível levando quase sempre o animal a morte. A vacinação é a melhor maneira para evitar a doença.

 

  • Leptospirose

    Doença infecciosa provocada por bactéria. É contagiosa e é transmitida a maioria dos animais domésticos e ao homem. Os sintomas são: febre alta, dores generalizadas, depressão, icterícia, hemorragia interna. Depois que o animal apresentar icterícia e hemorragia, dificílmente se recupera. Vacinado seu animal períodicamente evita-se a doença.
     

DOENÇAS MAIS COMUNS EM GATOS

  • Panleucopenia

    Doença viral muito contagiosa, atinge principalmente filhotes. Os sintomas são: febre, depressão, perda do apetite, vomitos e diarréia. Pode provocar a morte do animal. A vacinação é o método mais eficiente para evitar a doença.

 

ODONTOLOGIA VETERINÁRIA

  • A saúde bucal está intimamente relacionada com a saúde geral. Assim, um animal que não tem uma boa saúde bucal terá a sua saúde geral comprometida, o que significa menos anos de vida. Daí as visitas regulares ao Médico Veterinário e um programa de cuidados bucais em casa serem de extrema importância para a saúde dos animais.
    Portanto, este é um assunto sério, onde há necessidade de mudar o conceito de que "É normal animal ter bafo...". O mau hálito é decorrente, dentre outras causas, da Placa Bacteriana que se acumula sobre os dentes. A Placa é composta por proteínas, células mortas e de descamação, saliva, restos de alimentos e principalmente BACTÉRIAS, que através do processo de fermentação produzem substâncias que são responsáveis por este terrível mau cheiro (o bafo). Além disso, essas substâncias agridem o Periodonto (estruturas que estão ao redor dos dentes, sendo responsáveis por sua proteção e sustentação) caracterizando o que chamamos de DOENÇA PERIODONTAL.

 

DOENÇA PERIODONTAL

  • Na Doença Periodontal, inicialmente há inflamação da gengiva (dor, vermelhidão, inchaço e sangramento) e, posteriormente, perda do dente devido ao comprometimento de sua sustentação (reabsorção óssea e retração da gengiva). Muito pior que a perda dos dentes é a possibilidade de as bactérias entrarem na corrente sanguínea, causando danos muitas vezes irreversíveis em órgãos vitais, como coração, fígado e rins, comprometendo assim a saúde do animal.

 

TÁRTARO

  • O tártaro nada mais é do que a Placa Bacteriana mineralizada pelos sais presentes na saliva. A sua presença deixa a superfície dos dentes irregular, facilitando o acúmulo de mais Placa, e agravando a doença.
    Infelizmente a Doença Periodontal não tem cura, e afeta cerca de 80% dos cães e gatos adultos. Porém, pode ser controlada. Isto só é possível através do acompanhamento constante pelo Médico Veterinário, e de um programa de higiene bucal em casa. Dessa forma garante-se a saúde bucal que, aliada às demais medidas preventivas citadas, proporciona a saúde como um todo do animal.

 

PERSISTÊNCIA DOS "DENTES DE LEITE"

  • A persistência dos dentes decíduos (de leite) após 7 meses de idade no cão e 6 meses no gato também é muito frequente, e leva a problemas de oclusão (dentes mal posicionados, desgaste dos dentes, traumas na gengiva) e predispõe ao aparecimento precoce da Doença Periodontal. Uma regra básica para se evitar maiores problemas é que, quando o dente permanente começar a erupcionar, o dente de leite já deve ter sido esfoliado ou estar abalado. Caso não exista essa condição, o dente de leite em questão deverá ser extraído imediatamente, evitando que o dente definitivo "nasça torto" e que ocorra acúmulo precoce de Placa entre os dentes (o de leite e o permanente).

APARELHO ORTODÔNTICOS

  • Além do tratamento Periodontal e Endodôntico, podemos citar outras intervenções, como aparelhos ortodônticos (correção da má oclusão), osteossínteses (correção das fraturas de mandíbula e maxila), ressecção de massas tumorais (aumento de volume na cavidade oral), restauração dos dentes (cáries), próteses (fraturas e perda dos dentes), implantes (perda e/ou ausência dos dentes) e outros. Os problemas que acometem a cavidade oral dos pets podem ser tratados se diagnosticados precocemente e corretamente.

 

CONTROLE DE PULGAS

  • São raros os donos de gatos que já não tenham enfrentado uma infestação de pulgas em seus animais. E como é difícil acabar com elas ... As pulgas se reproduzem com uma velocidade e facilidade incríveis e, se a infestação não for combatida logo no início, o problema toma proporções assustadoras. Isso sem contar com as doenças causadas pelas pulgas. Mas, para combatermos essa pequena praga doméstica, temos que entender bem como elas vivem e se reproduzem, para que os métodos corretos de extermínio sejam usados. Sem esse conhecimento, há pessoas que chegam a intoxicar seu gato com produtos inseticidas, mas as pulgas continuam lá ... E como um gato que pega uma pulga pode chegar a ter "1 milhão" delas em pouco tempo?

    Os gatos se infestam de pulgas nas ruas, através do contato com outros gatos, etc. Mas esta, normalmente, é uma infestação pequena. Essas pulgas são levadas para casa, e lá elas vão encontrar muitos locais para fazer a desova (postura dos ovos). É importante saber que as pulgas põem seus ovos no ambiente, e é este o responsável pelas grandes infestações de pulgas nos animais. A pulga apenas se alimenta no gato sugando seu sangue, no ambiente ela coloca os seus ovos. Na presença de calor e umidade (estações mais quentes, principalmente) os ovos eclodem, viram larvas que se alimentam de poeira e detritos; as larvas viram adultos, que atacam os animais em busca de alimento. Assim, o pobre animal é apenas o culpado indireto por uma grande infestação de pulgas. Seu erro foi trazer a pulga para casa. O ambiente é o responsável por "produzir" aquelas milhares de pulgas que tiram o sossego dos gatos e dos seus donos.

    Sabendo disso, concluímos que tratar apenas o animal numa grande infestação é um erro. Você vai estar matando algumas pulgas. A maior quantidade delas está nas frestas do piso, pilhas de papéis, tapetes e carpetes, na forma de ovos, larvas ou pulgas adultas. E como eu vou acabar com essa "praga"?

    Já vimos que o problema não é apenas o gato. Para avaliarmos a extensão da infestação, faça um teste simples. Dê um banho anti-pulgas (cuidado, pois há medicamentos para cães que NÃO podem ser usados em gatos) no seu animal e procure certificar-se que foram mortas praticamente todas as pulgas. Após secá-lo bem, solte-o na casa, mas não o deixe ir para a rua. Uma hora mais tarde, verifique se o seu gato está com pulgas.

    Considere:

    - uma ou duas pulgas foram encontradas : seu gato tem uma pequena infestação e, provavelmete, a pegou num passeio. Neste caso, o ambiente ainda não está infestado.

    - várias pulgas foram encontradas : sua casa possui um ou mais focos de pulga. O ambiente tem que ser tratado, assim como o animal.

    Sabendo agora o nível de infestação do gato e da casa, tomamos as medidas necessárias.

    Na casa:
    - dedetização, 2 aplicações com intervalos de 3 a 4 semanas ou uso de produtos anti-pulgas para o ambiente da linha veterinária (consulte o seu veterinário) semanalmente, até acabar com a infestação. O gato deve permanecer por 4 dias, no mínimo, fora da casa.

    No gato:
    - banhos anti-pulgas e aplicação de produtos anti-pulgas tópicos de longa duração, como o FRONTLINE, ou a critério do seu veterinário.


    importante:
    - nunca use inseticidas contra insetos ou baratas no seu animal;

    - gatos não devem ser banhados com produtos inseticidas;

    - CONSULTE O VETERINÁRIO antes de usar qualquer produto anti-pulgas;

    - banhos anti-pulgas devem ser dados com o cuidado do animal não lamber o produto durante o banho. O mesmo vale para o uso de talcos. A ingestão do produto pode causar intoxicação;

    - animais com ferimentos abertos (feridas ou queimaduras) não devem ser tratados com produtos anti-pulgas tópicos (para passar, banhar ou aspergir).

 

DERMATOLOGIA

  • Se o pêlo do seu amigão não anda bem, caindo ou com falhas, ele pode estar com algum problema de pele. Conheça as principais causas.

    Alergias

    Dentre as alergias, a mais frequente em nosso país é a alergia a picada de pulgas. Isto ocorre devido às condições climáticas favoráveis à procriação deste inseto, ocorrendo uma grande incidência desta alergia em meses mais quentes. Atualmente, existem várias maneiras de controlar esse problema, desde "anticoncepcionais para pulgas", dados ao gato por via oral, até inseticidas dotados de prolongada ação residual. Veja: controle de pulgas
    A atopia, alergia desencadeada por inalantes (ácaros, bolores e pólen), pode ser diagnosticada através de exame de sangue específico. Há também a alergia alimentar, sendo os alimentos de origem protéica (carne bovina e frango) os principais envolvidos. Deve-se lembrar que a maioria das rações comerciais são constituídas basicamente por esses ingredientes, não estando, portanto, excluídas como potenciais causadoras de alergia alimentar.


    Sarnas

    A escabiose é transmissível a outros animais, inclusive o homem.


    Micoses

    As micoses superficiais são mais frequentes em gatos jovens (menores de 1 ano de idade), e são adquiridas através do contato com a terra, fômites contaminados (pentes, toalhas, tapetes, ...) e com outros animais. Estas também são potencialmente transmissíveis ao homem.


    Piodermites (infecções bacterianas da pele)

    Podem aparecer como consequência de qualquer uma das doenças acima citadas, sendo, portanto, extremamente frequentes. Muitas vezes são confundidas com micoses ou alergias pelo clínico geral não especialista, pois assumem aspectos diversos e variados, assemelhando-se a outras dermatites. Além de diagnosticar e tratar a piodermatite, é fundamental que se
    investigue as suas causas, a fim de evitar que ela reapareça.